E-commerce: Como começar um negócio online? – Parte II

Mariana A.

Comércio eletrónico

Depois de abordarmos os conceitos fundamentais do e-commerce, nesta segunda parte do artigo iremos aprofundar outros temas estratégicos igualmente relevantes para o crescimento sustentável de um negócio online.

 

“Good content is the best sales tool in the world.”
— Marcus Sheridan

 

Nos últimos anos, os negócios online registaram um crescimento exponencial, levando as marcas a investir cada vez mais numa presença digital sólida e diferenciadora.

1. Tipos de produtos vendidos em e-commerce

 

As primeiras lojas online surgiram com base num conceito simples: vender produtos pela internet de forma prática e conveniente. Inicialmente, tratava-se sobretudo de extensões de lojas físicas, como marcas de moda, calçado, tecnologia ou grandes superfícies.

 

Com a evolução do mercado, o e-commerce passou a ser encarado como um modelo de inovação, experimentação e lançamento de novos produtos e serviços, muitos dos quais existem exclusivamente em formato digital.

 

Alguns exemplos incluem:

  • Info-produtos

  • Workshops e consultoria online

  • E-books

  • Consumo de vídeo digital

  • Serviços de aluguer

  • Cursos online

  • Personalização de produtos

  • Acompanhamento personalizado ao cliente

  • Entre outros

 

Um conceito fortemente associado ao crescimento do comércio eletrónico é o dropshipping. Neste modelo, o retalhista atua apenas como intermediário entre o fornecedor e o consumidor final, sendo o envio do produto realizado diretamente pelo fornecedor.

2. No e-commerce, devo apostar numa comunicação multicanal?

 

Uma estratégia multicanal é cada vez mais relevante para alcançar, reter e fidelizar consumidores digitais — que, por natureza, já utilizam vários canais.

 

Mais importante do que o alcance individual de cada canal é a experiência do utilizador. A consistência da marca, a coerência da comunicação e uma gestão eficiente de conteúdos são fundamentais para garantir uma experiência fluida e memorável.

 

Quando o investimento inicial é limitado, torna-se essencial identificar onde se encontra a persona ou cliente-alvo e priorizar esses canais, colocando sempre a experiência do cliente no centro da estratégia.

3. A pesquisa por voz funciona no e-commerce?

 

A pesquisa por voz é considerada uma das tendências mais disruptivas do comércio eletrónico.

 

Assistentes como Siri, Alexa, Google Assistant ou Bixby estão a transformar a forma como os utilizadores pesquisam, interagem e compram online, criando experiências mais naturais, acessíveis e humanas.

 

Mas afinal, a pesquisa por voz funciona no e-commerce?

 

A resposta depende da preparação da marca.

Cinco pontos essenciais a considerar:

 

  1. Posicionamento da marca
    A marca deve oferecer uma proposta diferenciadora e saber tirar partido desta tecnologia.

  2. Otimização SEO
    As pesquisas por voz são mais longas e conversacionais. É essencial produzir conteúdos que respondam diretamente às perguntas dos utilizadores, especialmente através de páginas de FAQ.

  3. Otimização técnica para Voice Search
    A velocidade de carregamento do site é um fator determinante para o posicionamento nos resultados por voz.

  4. Website responsivo
    A maioria das pesquisas por voz ocorre em dispositivos móveis, tornando o design mobile uma prioridade.

  5. Google Business Profile atualizado
    As pesquisas locais por voz estão em crescimento. Ter informação correta e atualizada facilita a descoberta da marca.

 

A pesquisa por voz está a alterar o comportamento do consumidor. Independentemente da fase do negócio, é fundamental preparar o e-commerce para esta evolução.

4. Social shopping: o poder das lojas nas redes sociais

 

Com o crescimento contínuo das redes sociais e o aumento do tempo de utilização, as marcas seguem naturalmente os seus consumidores.

 

O social shopping permite vender produtos diretamente dentro das plataformas, reduzindo etapas no processo de compra e aumentando as taxas de conversão.

 

Plataformas como o Facebook e o Instagram lideram esta tendência, sendo que o Instagram Shopping se destaca:

 

  • 60% das pessoas descobrem novos produtos na plataforma

  • 72% dos utilizadores já compraram um produto que viram no Instagram

 

Para marcas com loja online, não apostar no social shopping significa perder oportunidades diretas de receita.

5. O que podemos esperar do e-commerce?

 

O crescimento do ecossistema digital não é temporário — trata-se de uma tendência estrutural.

 

O futuro do e-commerce dependerá de:

  • Otimização do website

  • Simplicidade de navegação

  • Segurança no processo de compra

  • Experiência do utilizador

 

O comércio eletrónico veio para ficar e representa uma enorme oportunidade para empresas portuguesas que pretendem crescer no mercado digital.

 

Na Link37, ajudamos marcas a desenhar, implementar e escalar estratégias de e-commerce orientadas a resultados.